sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

quarta-feira, 14 de maio de 2008

domingo, 27 de abril de 2008



Quando nada parece ajudar
eu vou e olho o cortador de pedras
martelando sua rocha talvez cem vezes
sem que nem uma só rachadura apareça.
No entanto, na centésima primeira martelada,
a pedra se abre em duas
e eu sei que não foi aquela a que conseguiu,
mas todas as que vieram antes.
(Jacob Riss)

Para Stênio que neste ano representará todos aqueles irmãos que impunham seus machados diariamente nesta nossa selva de pedra que é dura vida nesta sociedade injusta e excludente...

segunda-feira, 21 de abril de 2008


'Stamos em pleno mar. . .
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia...

domingo, 20 de abril de 2008


Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!...
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares!
As esculturas que faço são inspiradas nas mulheres girafa de Gana. A idéia é mostrar a verdadeira beleza e sensualidade da mulher negra em contraponto a imagem de que se criou de erotismo estereotipado pela “mulata do samba e do carnaval”.
A gravidez é uma alusão a criação e a origem do homem que se deu na África, tornando todos nós membros de uma só raça, a RAÇA HUMANA, e é claro, a beleza, a força e o encanto quase místico do feminino que é capaz de gerar, gestar e criar e transformar.






O poema postado chama-se Navio Negreiro de Castro Alves


Em Gana (África) e na Tailândia (Ásia), existem as Mulheres-Girafas. Elas chegam a usar até 10 quilos de metal no pescoço. Começam a usar os colares na infância e vão acrescentando outros com o passar do tempo de modo que seus corpos ficam deformados, os pescoços ficam com até 25 cm de comprimento. Há várias explicações para esta tradição: uns dizem que se trata de punição ao adultério, outros dizem que protegem o pescoço contra o ataque de tigres. Mas, quando entrevistadas, as mulheres alegam uma forte razão: são enfeites para ficarem mais bonitas